sábado, 3 de maio de 2008

Estado de espirito

Está tudo tão confuso, tão disperso. A minha cabeça anda a mil à hora.
É tudo tão doloroso.
Tudo o que me acontece. O destino.
Bela porcaria de destino o meu. Já não consigo viver assim, já não sei onde pertenço, quem sou. A minha vida não faz sentido, já nada faz sentido.
Amigos? Já tenho duvidas. Tão falsos e egocêntricos que arrepia. Já não são as pessoas que conheci, as pessoas que eu gostava.
Não acredito na felicidade. Já não tenho motivos para tal.
Penso, não por vezes, mas agora, a toda a hora, que nunca o serei e pergunto-me que fiz eu para tal merecer!?
Eu já não pertenço a este lugar. A época da tal “felicidade” já acabou. Se é que alguma vez existiu em mim.
As coisas boas nunca acontecem às pessoas boas, alías, a essas só acontecem desgraças. Estou farta da minha vida, dos supostos “meus amigos”, de tudo. Já nada me dá razões para sorrir. O sorriso com que ando nos lábios, esse maldito sorriso amarelo, nada quer dizer. Apenas que gostava ser uma pessoa como as outras, se é que tenho direito a isso.
ASofiaMP
20/02/2008

Ser Poeta

Ser Poeta





Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do reino de Áquem e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim…
É condensar o mundo um só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente…
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!






Florbela Espanca






















ASofiaMP